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Ivo Lourenço, da empresa Anadarko em Palma.

A multinacional petrolífera norte-americana Anadarko compromete-se a entregar 175 casas no início do próximo ano às famílias abrangidas pelo processo de reassentamento na península de Afungi, distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no âmbito da implementação do projecto de gás natural liquefeito (LNG) na Bacia do Rovuma.

Trata-se da primeira fase do projecto de reassentamento da zona onde será instalada a unidade de processamento de gás natural liquefeito (LNG) na Bacia do Rovuma, em que um total de 161 casas serão para as comunidades e 14 para funcionários públicos, de um total de 550 habitações para reassentar todas as famílias abrangidas pelo projecto.

Em declarações à Rádio Moçambique, o gestor do projecto da Anadarko, Ivo Lourenço, disse que já foram transferidas 28 campas do local onde está a ser construida a vila onde ocorrerá o reassentamento.

“Iremos transferir mais campas. Estávamos cientes que não podíamos pôr máquinas com campas lá. Esse é um elemento muito importante. Tivemos que ter muito cuidado no processo de conversação com essas famílias e comunidades, procurando saber quais são os seus hábitos e costumes,” explicou.

Destacou ainda a boa relação entre a multinacional, que se dedica à prospecção e exploração de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma, e as comunidades locais.

“Conseguimos notar a sua satisfação quando vêem as suas futuras casas”, disse.

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Uma das casas já prontas a habitar pelos reassentados – foto Edmundo Galiza Matos

O projecto da Anadarko, o primeiro onshore realizado em Moçambique, inclui a construção de dois módulos de produção com capacidade total de 12,88 milhões de toneladas por ano (MTPA) de gás natural para o desenvolvimento dos campos de Golfinho/Atum localizados exclusivamente na Área 1 Offshore.

A Anadarko Moçambique Área 1 Lda., uma subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation, é a operadora da Área 1 Offshore, com uma participação de 26.5 por cento. O co-empreendimento inclui a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15 por cento), Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20 por cento), ONGC Videsh Ltd. (10 por cento), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10 por cento), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 por cento) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5 por cento).

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Uma das casas já prontas a habitar pelos reassentados – foto Edmundo Galiza Matos

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