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Foi em Mocímboa da Praia, sexta-feira, em pleno período em que estas meninas deviam estar na escola. Disseram-me que estavam a procurar do que comer. Foi em Mocímboa, mas podia ser em qualquer outro lugar de Moçambique. São milhares de crianças como estas que não estudam, se estudam cedo abandonam, ou por imposição dos pais para ajudar nas lides domésticas, ou, o que é pior, porque são forçadas a casar prematuramente. Raros são os casos de meninas que se recusam a cumprir os desígnios dos progenitores, mas existem. Em Quionga, na única Escola Primária Completa local, conheci uma rapariga que se recusou terminantemente a casar aos 15 anos. Os país chegaram mesmo a dizer que ela fosse “viver lá nessa tua escola”. Debalde. A miuda hoje está na sétima, é o orgulho dos pais. Um exemplo que abordarei numa reportagem sobre o ensino no distrito de Palma.
Foto: #Edmundogalizamatos |#Outubro2018

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