Gas_plataforma_marMoçambique espera que as multinacionais vencedoras do quinto concurso internacional para pesquisa e prospeção de hidrocarbonetos invistam 700 milhões de dólares (mais de 573 milhões de euros) nos próximos anos, informou o presidente do Instituto Nacional Petróleos (INP).

Carlos Zacarias, citado hoje pelo diário Notícias, disse que, durante as negociações, as companhias selecionadas no concurso solicitaram a incorporação de alguns aspetos na Lei Fiscal e no Regime cambial, pontos que farão parte dos contratos que serão celebrados com o Governo moçambicano.

“Estes instrumentos competem ao Governo a sua aprovação. Ora, a Lei Fiscal já foi revista e aprovada e aguardamos pela data da sua entrada em vigor. Em relação ao Regime Cambial, estamos em contacto com o Banco de Moçambique e sabemos que o processo está avançado”, declarou o presidente do conselho de administração do INP.

Nos últimos dez anos, só em pesquisas, as multinacionais da indústria extrativa que atuam Moçambique investiram cerca de 10 mil milhões de dólares.

O quinto concurso internacional para pesquisa de hidrocarbonetos foi lançado em 2014 e em questão estavam 11 áreas nas bacias de Rovuma, Angoche e Moçambique, no mar, e Pande-Tamane e Palmeira, em terra, num total de 74.259 quilómetros quadrados.

No concurso, foram recebidas 21 propostas, tendo sido escolhidas a Exxon Mobil Mozambique e ENI Mozambico, além da Sasol Petroleun Mozambique e Delonex Energy.

Este foi o primeiro concurso internacional lançado pelo Governo moçambicano desde a descoberta das reservas de gás natural na bacia do Rovuma, no norte do país, estimadas em 200 biliões de pés cúbicos, em blocos liderados pela norte-americana Anadarko e pela italiana Eni.

Na semana passada, uma fonte da Anadarko citada pela Bloomberg disse que a multinacional está a discutir com empresas chinesas a venda do gás que vai ser extraído de Moçambique, num processo que visa estimular as companhias para a decisão final de investimento para o arranque dos projetos de exportação de GNL.

Fonte: Lusa

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