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Principal artéria da vila de Palma/Foto: Edmundo Galiza Matos

A futura cidade de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, pode custar até 85 mil milhões de euros, 80% dos quais a financiar pelo setor privado, foi anunciado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Segundo o plano de urbanização, que foi nesta terça-feira objeto de consulta pública, a nova cidade, a erguer na zona onde está prevista a construção da plataforma de liquefação de gás proveniente da Bacia do Rovuma, vai estender-se ao longo de 18 mil hectares, numa área sete vezes maior do que a capital, Maputo.

A ENH planeava a conclusão deste projeto em 15 anos, mas adiantou já que a complexidade da obra torna impossível o cumprimento do prazo, e, que uma execução de 25% já será um sucesso.

Para a nova cidade, numa área adjacente ao local onde estão previstas as unidades de liquefação de gás pelas concessionárias ENI e Anadarko, o plano contempla habitação, turismo, fábricas e indústrias de apoio à atividade de exploração dos recursos naturais, escolas e estabelecimentos de saúde.

Durante a consulta pública em Maputo, o projeto mereceu críticas por não estar acompanhado de um estudo de impacto ambiental e foram colocadas também dúvidas sobre as oito comunidades existentes no local, de cerca de oito mil pessoas.

A ENH garantiu que o plano não prevê o reassentamento destas comunidades e que os habitantes poderão prosseguir as suas atividades, incluindo agricultura e pesca, no futuro.

Finalizada a fase de consulta pública, o plano de urbanização de Palma, também conhecida como a futura “cidade do gás”, será submetida ao conselho de ministros moçambicano.

A seguir, algumas imagens registadas por Edmundo Galiza Matos na sua visita à Vila de Palma, em Novembro de 2017.

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