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A filha do ex-presidente de Moçambique, Valentina Guebuza | DR

O Tribunal Judicial de Maputo marcou para 23 de janeiro a sentença no julgamento de Zófimo Muiane, acusado de matar a mulher, Valentina Guebuza, filha do ex-presidente moçambicano Armando Guebuza.

O julgamento de Zófimo Muiane começou a 18 de dezembro, com a leitura da acusação do Ministério Público, que acusa Zófimo Muiane, 44 anos, de ter deliberadamente matado Valentina Guebuza, na altura com 36 anos.

No total, foram oito sessões em que foram ouvidos 15 declarantes, entre os quais os padrinhos do casal, peritos de medicina legal, pessoas próximas e criminalistas.

De acordo com a acusação, Zófimo Muiane assassinou Valentina Guebuza com um tiro no tórax e outro no abdómen, disparados de uma pistola no quarto da residência do casal no Bairro da Polana Cimento, no coração da capital moçambicana.

Zófimo Muiane, por sua vez, declara-se inocente das acusações de homicídio qualificado, contando que Valentina Guebuza perdeu a vida durante a disputa pela pistola que a vítima terá arrancado da cintura do marido para o expulsar de casa sob ameaça.

“É injusto. Tudo que o Tribunal decidir, meu coração está aberto. Mas tudo que disseram é fabricação”, disse Zófimo Muiane na última sessão.

Os advogados da família Guebuza exigem a pena máxima possível, considerado que há evidencias claras.

“Foi possível nestas sessões produzir a prova que nos levou a formular o pedido que fizemos. E quanto a isso não temos dúvidas, continuamos convictos e serenos”, disse Alexandre Chivale, advogado da família Guebuza, citado hoje pelo diário O País.

Com base em testemunhos dos padrinhos e na ajudante de campo da vítima, que estiveram na habitação do casal antes do homicídio, para tentar resolver uma crise no casamento dos dois, o Ministério Público narrou que a vítima se queixava de maus-tratos e de violência doméstica.

Na presença dos padrinhos, Valentina Guebuza pediu a separação do marido durante algum tempo para que a situação se apaziguasse.

Muiane, que era gestor da empresa pública de telefonia móvel Mcel, recusou a separação, ainda de acordo com o Ministério Público Moçambicano.

Além de homicídio qualificado, Zófimo Muiane é acusado de falsificação de documento, por ter sido encontrado na sua posse um passaporte de um cidadão sul-africano com a foto do acusado, e de posse de armas proibidas.

Fonte: Lusa

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