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Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama em fevereiro de 2015/Foto de Ferhat Momad (AIM)

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, apelou à calma e paciência de todos os moçambicanos sobre o anúncio dos resultados do diálogo em curso visando o alcance de uma paz efetiva no país.

Falando sábado, numa reunião partidária, na vila de Inhassoro, província meridional de Inhambane, Nyusi apelou aos moçambicanos para que evitem no máximo atrapalhar o ambiente de cordialidade que caracteriza o processo de restabelecimento da paz, criado entre ele e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Na ocasião, Nyusi pediu à sociedade civil moçambicana para não se agitar com as suas deslocações à serra da Gorongosa, procurando saber o conteúdo das matérias tratadas nos encontros que tem mantido com o líder da Renamo.

“O povo incumbiu-nos uma missão que é parar com a guerra e resgatar a paz, daí que a minha ida à serra da Gorongosa, para dialogar com o líder da Renamo, se circunscreve no cumprimento dessa missão honrosa confiada pelo povo, de trazer a paz efectiva para o país”, disse Nyusi.

Segundo o presidente, o diálogo em curso, ao mais alto nível, pode ser consolidado por outros moçambicanos com boas intenções sobre este fim, mas as suas intervenções não devem agitar aqueles que seriamente esperam por um abraço e aperto de mãos simbolizando a paz.

“Estamos a construir consensos no diálogo. Dhlakama apresentou na mesa a sua versão sobre a governação e pacote eleitoral. Também recuou no tempo, abordando o que chamou de incumprimento ou violação de algumas cláusulas do Acordo Geral de Paz (AGP), assinado a 4 de Outubro de 1992”, explicou o presidente da República.

O chefe do Estado adiantou que estes e outros assuntos, nomeadamente, o desarmamento, desmobilização e reintegração foram remetidos às comissões técnicas criadas por ambas as partes para o devido estudo e posterior encaminhamento à Assembleia da República, o Parlamento moçambicano.

Nyusi disse ter suplicado ao líder da Renamo para mudar a suas estratégia de pressionar o Governo pois, segundo explicou, por mais importância que tenham as suas inquietações nada justifica o derramamento de sangue e destruição do que foi construído com sacrifico.

“Na sexta-feira passada até sugeri a Dhlakama para, na qualidade de irmão moçambicano, para almoçarmos juntos na Gorongosa, mas ele respondeu-me que não era elegante passar refeições no mato com o presidente da Republica, mas não afastou a possibilidade de a qualquer momento nos sentarmos à mesa para uma refeição não interessa o local”, disse Nyusi.

Sem avançar prazos para o fim do diálogo, o chefe do Estado deixou transparecer que o processo em curso está a decorrer num clima de irmandade e que a qualquer momento será rubricado um acordo sobre a paz efectiva e duradoura em Moçambique.

Fonte: Angop/AIM

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