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Bernardino Rafael, Comandante-Geral da PRM

O comandante-geral da Polícia República de Moçambique (PRM) apelou à rendição dos autores dos ataques armados a Mocímboa da Praia e arredores, no norte do país, nos últimos dois meses.

Bernardino Rafael falava na quinta-feira durante um encontro com a população e é citado hoje na imprensa moçambicana.

Durante a sua intervenção, o líder da PRM referiu que os atacantes devem entregar-se no prazo de sete dias e deixou a ideia de que, se o fizerem, podem beneficiar de condições mais favoráveis no tratamento dos respetivos casos.

“Ao arrepender-se e entregar-se com as respetivas armas e catanas, iremos perdoá-los e entregá-los nos processos normais de produção e desenvolvimento do país”, referiu, de acordo com o jornal Notícias de hoje.

Caso contrário, serão classificados como “terroristas” e “combatidos sem trégua”.

O ataque de um grupo armado a postos de polícia em Mocímboa da Praia sitiou a vila durante dois dias, a 04 e 05 de outubro, e prolongou-se na forma de conflitos esporádicos pelo resto do mês nos arredores.

No balanço, morreram pelo menos dois agentes e outros quatro elementos das forças de segurança, além de um número incerto de atacantes que diferentes dados das autoridades colocam acima das 10 vítimas.

Os ataques motivaram a transferência preventiva, com recurso a helicópteros, de pessoal de empresas ligadas a investimentos de gás natural na região, disseram no à Lusa no local fontes ligadas à operação.

A empresa petrolífera Wentworth, que está a realizar prospeção na zona, anunciou aos investidores em novembro que adiou algumas operações ligadas à abertura de um novo furo devido aos incidentes.

O governo distrital de Mocímboa da Praia anunciou há 10 dias a identificação de dois suspeitos, cujo paradeiro é desconhecido, de organizarem os ataques.

Ao mesmo grupo é atribuída a autoria de dois homicídios e ferimentos noutras duas pessoas na aldeia de Mitumbate, já no início de dezembro, onde terão ateado um incêndio que destruiu 27 casas.

Fonte: Lusa

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