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– Erik Prince da Blackwater Security

O fundador da empresa Blackwater Security e líder da Frontier Services Group vai investir em pelo menos uma das três empresas públicas moçambicanas que contraíram empréstimos escondidos no valor de mais de 1,4 mil milhões de dólares.

“Estamos aqui para trabalhar nos detalhes finais para uma ‘joint venture’ com o Governo de Moçambique para desenvolver e melhorar a sua pesca de forma sustentável, profissional e ética”, disse Erik Prince, numa conferência de imprensa conjunta com o diretor da Proindicus, Mozambique Asset Management (MAM) e Ematum, António do Rosário.

“Estamos a olhar para muitas oportunidades de investimento em Moçambique”, acrescentou o fundador da empresa que se notabilizou por fornecer serviços de segurança aos militares norte-americanos no Iraque, na década passada.

A Ematum, a Proindicus e a MAM contraíram empréstimos no valor total de cerca de 2 mil milhões de dólares do Credit Suisse e do russo VTB para a construção de uma frota naval e de sistemas de segurança marítima em 2013 e 2014, não tendo informado o Fundo Monetário Internacional (FMI) destas operações, o que resultou no corte de financiamento não só do FMI, mas também dos doadores internacionais, e fez o país mergulhar em incumprimento financeiro em janeiro do ano passado.

Questionado sobre se iria investir nas três companhias, Prince respondeu que a “primeira fase” estaria focada na indústria pesqueira, e que só mais tarde há a possibilidade de entrar na proteção dos ativos do gás e petróleo, que é o foco principal da atividade da Proindicus.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Prince disse que pretende finalizar o acordo nos próximos 60 dias e ter os 24 barcos de pesca que estão parados no porto de Maputo em atividade em março.

Sobre o facto de estar a investir em empresas envolvidas no escândalo da dívida escondida, Prince respondeu: “Eu não estive envolvido em nenhuma decisão há seis meses nem há um ano em Moçambique”.

Fonte: Lusa

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