WEF-DAVOS-CHISSANO

Joaquim Chissano em 2004/Foto Eric FEFERBERG

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano defendeu esta quinta-feira em Maputo a reconciliação nacional como fundamental para uma paz sólida no país, assinalando que o país não se deve empenhar na estabilidade apenas quando emergem conflitos.

“A minha exortação é que devemos trabalhar para vivermos sempre reconciliados, porque não pode ser somente quando estamos desavindos”, afirmou Joaquim Chissano, falando num concerto organizado pela Nunciatura Apostólica em Maputo, por ocasião do 25.º aniversário do Acordo Geral de Paz (AGP).

Numa referência ao facto de ainda não ter sido assinado um novo acordo de paz entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no diálogo político em curso, Joaquim Chissano lamentou o facto de o presidente do principal partido da oposição em Moçambique não ter estado presente no local, por ainda se encontrar refugiado na serra de Gorongosa, centro de Moçambique.

“Estou com muita pena que ainda não possa celebrar este concerto ao lado daquele que se preza muito por me chamar meu irmão, a quem eu desejo também muita paz”, afirmou o ex-chefe de Estado moçambicano.

Joaquim Chissano apelou à paciência para que Moçambique alcance definitivamente a paz, declarando que a perseverança recompensa.

O antigo Presidente moçambicano disse ainda que o país deve apostar numa paz plena, acabando a criminalidade, violência doméstica e a elevada sinistralidade rodoviária.

Joaquim Chissano assinou com Afonso Dhlakama o AGP de Roma, que pôs termo a uma prolongada guerra civil em Moçambique, que terminou em 1992.

O Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo estão novamente envolvido em negociações para um novo acordo de paz, na sequência de surtos de violência militar que têm assolado o país nos últimos anos.

Fonte: Lusa

Anúncios