Letícia-Klemens

– Letícia Klemens, ministra dos Recursos Naturais e Energia

O Governo de Moçambique deverá aprovar este mês um plano de desenvolvimento para liquefação de gás natural do jazigo Golfinho, que sinaliza avanços no investimento do consórcio liderado pela norte-americana Anadarko, anunciou esta quinta-feira a ministra da tutela.

“O Governo irá apreciar e aprovar ainda em novembro o plano de desenvolvimento para produção e liquefação de gás do jazigo Golfinho”, referiu Letícia Klemens, ministra dos Recursos Naturais e Energia.

O plano prevê “duas linhas de liquefação, instaladas em terra, e com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido (GNL)”, destinado a exportação.

A decisão final de investimento do consórcio é esperada para os próximos meses.

O grupo de empresas encabeçado pela Anadarko vai explorar o gás natural encontrado nas profundezas da crosta terrestre, sob o fundo do mar, 16 quilómetros ao largo da província de Cabo Delgado, extremo norte do país, na Bacia do Rovuma.

Depois de extraído através de furos, o gás será encaminhado por tubagens para unidades industriais em terra, na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios cargueiros com contentores especiais para exportação.

Nesse âmbito, Letícia Klemens disse aguardar pela “confirmação” através de “contratos definitivos” das “minutas de venda de GNL a longo prazo, celebradas entre a concessionária da Área 1 e os principais compradores asiáticos”.

Ao mesmo tempo, foi lançada na segunda-feira uma moratória que cobre as zonas de construção de infraestruturas na província de Cabo Delgado, com vista a dar início do processo de reassentamento da população que ali vive, acrescentou, o que é encarado como outro passo decisivo.

O consórcio que explora a Área 1 é constituído pela norte-americana Anadarko (26,5%), a japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

Outro consórcio de empresas petrolíferas vai explorar a Área 4, também na Bacia do Rovuma, mais a sul, e anunciou a decisão final de investimento em junho, dando início à contagem decrescente de cinco anos até início da exploração.

Fonte: Lusa

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