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Alguns dos integrantes do grupo de atacantes capturados pela polícia

O número de atacantes mortos nos confrontos registados na quinta-feira com a polícia, no distrito de Mocímboa da Praia, norte de Moçambique, subiu de dez para 14, informou hoje fonte daquela força de segurança.

“Contam-se neste momento 14 bandidos armados mortos e vários feridos” entre os atacantes, disse em conferência de imprensa o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina.

Segundo referiu, na sequência do ataque a postos policiais protagonizado por um grupo de 30 homens armados, de origem desconhecida, dois polícias morreram e quatro ficaram feridos com catanas usadas pelos atacantes.

Não há registo de vítimas civis, acrescentou Dina.

Os disparos entre polícia e o grupo armado prolongaram-se de forma errática ao longo de toda a quinta-feira e a vila esteve praticamente encerrada, mas hoje “a população tende a regressar a casa e a retomar as suas atividades, pese embora de forma tímida”, declarou o porta-voz do Comando-Geral da PRM.

Inácio Dina disse que o último momento de tensão viveu-se na manhã de hoje quando houve uma tentativa de ataque armado a um ponto do distrito, não especificado, e que foi repelido pela polícia.

A PRM persegue o resto dos membros do grupo, “olhando para os pontos onde há indicação de estarem refugiados”, acrescentou.

De acordo com o porta-voz da PRM, a polícia está a seguir vestígios de sangue para localizar atacantes feridos, que não se querem apresentar às unidades sanitárias por temerem a detenção.

As autoridades policiais apreenderam duas armas do tipo AK-47 e detiveram também vários membros do grupo de atacantes.

O porta-voz do Comando-Geral da PRM referiu que cerca de 30 homens atacaram na madrugada de quinta-feira três postos policiais, incluindo o comando distrital, entre as 01:00 e as 04:00.

“Neste momento, a PRM tem o controlo do distrito de Mocímboa da Praia e este aspeto está a permitir que as pessoas que haviam abandonado as suas residências notassem a presença policial e regressassem”, concluiu Inácio Dina.

Fonte: Lusa

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