Frelimo_congresso_xi_setembro_2017

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, apontou na passada sexta-feira (29) a liberdade económica como o principal desafio durante o próximo ciclo de governação, reiterando o papel da agricultura como a base para o desenvolvimento do país.

O rumo que a Frelimo defende para o país nos próximos anos foi enunciado pelo porta-voz do partido, António Niquice, em conferência de imprensa, durante o quarto dia do XI Congresso da organização, que se realiza na cidade da Matola, província de Maputo.

“A Frelimo libertou a terra e os homens, o principal desafio que enfrenta agora é a libertação económica. Os congressistas foram unânimes em apontar esse desafio”, declarou António Niquice.

O porta-voz do partido no poder referiu que o debate do programa quinquenal da Frelimo, caso o partido vença as eleições gerais de 2019, foi dominado pela preocupação com o imperativo de um desenvolvimento inclusivo.

Nesse sentido, os membros do partido no poder defenderam a necessidade de manter a agricultura como base para o desenvolvimento económico e social, promovendo uma cadeia de valor que tire o país do estatuto de exportador de matérias-primas.

“A agricultura deve ser desenvolvida de forma transversal e integrada, como forma de gerar uma cadeia de valor que permita o processamento no país, visando inverter a posição de mero exportador de matérias-primas”, afirmou.

O próximo ciclo governativo, prosseguiu, deve assegurar que o país se empenhe na manutenção da paz e da reconciliação nacional, visando criar condições para o desenvolvimento socioeconómico.

O sábado, penúltimo dia do congresso, foi dedicado à eleição do Comité Central, do secretariado, incluindo o secretário-geral, e da Comissão Política. O processo continuava até a manha deste domingo.

Fonte: Lusa

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