Linha-de-caminho-ferroO traçado da linha férrea Moatize-Macuse, ligando as províncias moçambicanas de Tete e Zambézia, no centro do país, será ampliado em cerca de 120 quilómetros para ligar à região de Chitima, onde se localiza grande parte das empresas mineradoras com interesse em usar no escoamento da sua produção.

No projecto inicial a linha cobre uma extensão de 500 quilómetros entre Moatize e Macuse, facto que esteve na origem da exigência das empresas mineradoras de carvão, apoiadas por alguns bancos com interesse nestes investimentos, de ver a linha prolongada até Chitima, igualmente na província de Tete.

Abdul Carimo, membro do Conselho de Administração da Thai Moçambique Logistic, concessionária do futuro Porto de Águas Profundas de Macuse, segundo o jornal Notícias, disse há dias a jornalistas, em Quelimane, que a extensão da linha férrea para Chitima dá resposta à pretensão das empresas mineradoras de usar o Porto de Macuse como porta de saída da sua produção para o mercado internacional.

Segundo Carimo, outra razão que levou à alternação do projecto inicial tem a ver com erros detectados na componente de concessão. A fonte explicou que, em Dezembro de 2013, o Governo aprovou a concessão para a implantação do projecto, mas, devido a problemas registados na indicação da área, houve necessidade de se reformular a iniciativa, introduzindo correcções no desenho inicial.

Esta operação, segundo Carimo, levou o seu tempo, acabando por determinar o atraso no arranque do empreendimento.

Segundo Abdul Carimo, estes aspectos não tinham sido acautelados, razão porque avançar com as alterações já previstas vai conferir maior credibilidade ao empreendimento.

Com a revisão do projecto, de acordo com a fonte, estão criadas as condições para o lançamento da primeira pedra, já no próximo ano, dando corpo à construção da linha férrea Chitima-Macuse e do Porto de Águas Profundas de Macuse, avaliadas em mais de dois mil milhões de dólares norte-americanos.

O Porto de Águas Profundas de Macuse terá a capacidade de receber navios de grande calado que, não só vão transportar carvão mineral, como também outro tipo de mercadoria. Deste modo, países do hinterland, como Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e República Democrática do Congo, poderão ter acesso ao Porto de Macuse através do Corredor do Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA) e novas oportunidades de negócios poderão surgir através de pequenas e médias empresas que vão prestar serviços e o nascimento de armazéns ao longo da linha.

Fonte: AIM

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