Eleito pela primeira vez em 2009, presidente enfrenta série de escândalos político-financeiros.

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O presidente da África do Sul, Jacob Zuma (Thomas Lohnes/Getty Images)

O presidente da Africa do Sul, Jacob Zuma, sobreviveu nesta terça-feira a mais uma tentativa do Parlamento de forçá-lo a deixar o cargo. As críticas contra Zuma aumentaram após o presidente se ver envolvido numa série de escândalos político-financeiros e o agravamento da economia do país, que se encontra em recessão. Com 75 anos, Zuma está no poder desde 2009. Apesar de ter sido reeleito em 2014, essa foi a sétima moção de censura que enfrentou.

Para que o presidente caísse, a moção impulsionada pelos deputados da oposição, deveria ser aprovada pela maioria absoluta das 400 cadeiras, ou seja, 201 votos. O resultado foi 177 votos a favor da saída, 198 votaram contra, além de nove abstenções, disse Baleka Mbete porta-voz da Assembleia Nacional.

Entretanto, apesar de ter escapado de uma possível renúncia forçada, o presidente ficou politicamente prejudicado após alguns membros do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), votarem ao lado da oposição. Pela primeira vez, a votação dos legisladores foi secreta e o anonimato encorajou deputados do partido de Zuma a votarem contra o presidente. Como o ANC controla a Assembleia, com 249 cadeiras, o resultado da votação deixa claro que pelo menos 51 parlamentares da base governista não apoiaram o presidente.

A contagem do votos foi acompanhada música e dança em ambos os lados da assembléia. “Eles estão a bombardear propaganda por meio da mídia de que o ANC não é mais apoiado pelo povo. Isto é imaginação”, disse Zuma para uma multidão do lado de fora do Parlamento, na Cidade do Cabo, após o resultado ser anunciado.

Fonte: veja.com.br

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