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As autoridades de Portugal, Brasil e São Tomé estão a fornecer informações à Procuradoria-Geral moçambicana sobre alegada corrupção na compra, pelas Linhas Aéreas de Moçambique, de duas aeronaves “Embraer”, segundo fonte oficial citada hoje pelo diário Notícias.

As autoridades dos três países responderam a um pedido da PGR, no âmbito da investigação de alegada corrupção durante a compra de duas aeronaves à fabricante brasileira Embraer, entre 2007 e 2009.

“É um caminho longo, mas que está a ser trilhado. Estamos satisfeitos porque há colaboração dos países onde solicitamos as informações”, declarou a fonte.

Além dos três países mencionados, a justiça moçambicana, que já constituiu três arguidos no caso, pediu também informações à França, Estados Unidos e do Reino Unido, que disseram ainda estar a trabalhar a informação solicitada.

Documentos da justiça brasileira divulgados no final do ano passado revelam que a Embraer terá pago 800 mil dólares (741 mil euros) a gestores da companhia área nacional Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e a um intermediário, também moçambicano, pela venda de duas aeronaves em 2009.

O valor foi depositado numa conta, em São Tomé e Príncipe, de uma sociedade fictícia propositadamente criada para atuar no esquema de suspeita de corrupção.

O alegado esquema de suborno faz parte de pagamentos ilícitos que a fabricante brasileira terá efetuado em vários países.

Na semana passada, as autoridades brasileiras estiveram a ouvir pessoas ligadas diretamente ao processo de aquisição das aeronaves, numa audiência que contou com a presença de procuradores da PGR moçambicana.

Fonte: Lusa

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