Gas_plataforma_marA petrolífera norte-americana Anadarko anunciou esta segunda-feira que finalizou dois acordos com o Governo de Moçambique que vão permitir que a companhia “desenhe, contrua e opere as instalações marítimas” do projeto de gás natural liquefeito.

O anúncio da companhia norte-americana é apresentado como “um marco no caminho para a decisão final de investimento” para o projeto em Moçambique, e é a confirmação de que a Anadarko deve seguir-se à Eni como um dos gigantes petrolíferos a investir em Moçambique.

O anúncio de hoje “marca o final de um dos componentes principais do Enquadramento Legal e Contratual com o Governo de Moçambique”, disse o vice-presidente executivo da Anadarko, Mitch Ingram, acrescentando que a companhia vai agora “preparar os planos para começar o realojamento, o que vai permitir a construção da fábrica de GNL”.

Na comunicação enviada aos investidores, a Anadarko explica que, para além disto, vai “continuar a fazer bons progressos nos esforços para garantir acordos de compra e venda de gás natural liquefeito com os compradores, e a intensificar o trabalho para garanrir o necessário financiamento para o projeto”.

Segundo a empresa, a Decisão Final de Investimento, o último passo legal antes do início dos trabalhos no terreno “será tomada depois dos contratos de compra e venda e do financiamento estarem definidos”.

O anúncio da Anadarko, que incide sobre o campo Golfinho/Atum, localizado inteiramente dentro da Area 1, acontece pouco mais de um mês depois de o Governo moçambicano ter anunciado que aprovou um contrato de concessão que vai permitir avançar com o projeto de construção de um terminal marítimo de GNL em Palma, província de Cabo Delgado, norte do país.

“No âmbito do contrato, a ser outorgado entre o governo e a sociedade Mozambique LNG Marine Terminal Company SA, a concessionária irá construir, instalar, deter, financiar, gerir e operar o terminal marítimo”, refere informação publicada a 21 de junho no portal do Governo.

O Governo aprovou, em 2014, um decreto que concedeu um regime especial para a implantação da Base Logística de Palma com vista a facilitar a implementação de projetos de gás no país.

“Com esta iniciativa do Governo, serão viabilizados os projetos de exploração de gás natural no país, que se encontram encalhados devido, em parte, às exigências dos operadores, mas também aos estudos aturados do Executivo com vista a dar passos certos neste negócio”, concluiu.

A fase de desenvolvimento do projeto Coral Sul liderado pela Eni arrancou a 01 de junho e deverá começar a extrair e processar gás natural em 2022, enquanto um outro projecto, denominado Mamba, deverá ser anunciado pelo mesmo consórcio no próximo ano, anunciou a petrolífera.

Fonte: Lusa

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