Ray-Phiri

– “Quando tudo o mais desaparece, o que sobra é a nossa arte”

O músico de jazz sul-africano Ray Phiri, que fundou a banda Stimela e atuou com Paul Simon, na digressão de “Graceland”, morreu hoje, de cancro, aos 70 anos, avançou a Associated Press.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, considerou a morte do músico “uma grande perda para a África do Sul e para toda a indústria musical”.

Phiri, vocalista e guitarrista, conhecido pela versatilidade no jazz, em ritmos indígenas sul-africanos e outros estilos, recebeu vários prémios musicais no seu país de origem.

Uma das últimas atuações de Ray Phiri foi festival Azgo, que se realizou na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique, no passado dia 20 de maio.

“Ray Phiri foi sempre impulsionado por uma profunda curiosidade pelo mundo que o rodeia e pela paixão de fazer música, que se encontra profundamente enraizada no país onde nasceu, e nenhuma destas forças diminuiu com o passar dos anos”, lia-se na apresentação do programa do festival moçambicano.

“Sou um estudante da vida e jamais irei parar de descobrir, criar e explorar”, disse Phiri, citado pela organização do festival Azgo.

“Nunca foi meu objetivo fazer música comercial, mas sim, em vez disso, transformar a música sul-africana em algo respeitável. No final, quando tudo o mais desaparece, o que sobra é a nossa arte”, destacou o festival Azgo, no perfil do músico.

Fonte: Lusa

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