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Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama em fevereiro de 2015/Foto de Ferhat Momad (AIM)

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, voltou a apelar à paciência, patriotismo e moçambicanidade, na busca da paz efetiva no país, assegurando que o processo está a decorrer e que, nas próximas semanas, vai ganhar mais ímpeto.

Falando, sábado (8), no distrito de Morrumbene, num encontro com as mulheres de Inhambane, no último dia da visita de trabalho de três dias que efetuou a esta província do Sul de Moçambique, Nyusi disse que para quem está do lado de fora pode pensar que o processo não esteja a andar.

“Nas semanas que se seguem, teremos que acelerar o processo para darmos os passos seguintes”, afirmou. “Algo está a acontecer e não precisamos de fazer corta-matos porque isso pode comprometer o processo”, acrescentou.

Exemplificou que a quando do anúncio da retirada das Forças de Defesa e Segurança (FDS) das posições na serra de Gorongosa, nem toda gente compreendeu o que estava a acontecer, facto agravado pela pressão do outro lado.

“Gostaria que as mulheres, como transmissoras de calor de mãe, encorajassem a todos para que juntos, com patriotismo e moçambicanidade, contribuamos positivamente para a paz pois a insegurança é repulsiva ao desenvolvimento”, disse.

Duas comissões de especialidade que integram elementos indicados pelo Governo e pela Renamo, e um grupo de contacto, constituído pelo corpo diplomático acreditado em Maputo, trabalham em assuntos sobre descentralização e militares, no âmbito da busca da paz efectiva no país.

A comissão de descentralização tem mandato para propor projectos de legislação e até emendas constitucionais que se mostrem necessárias para viabilizar os entendimentos sobre a matéria.

Enquanto isso, a comissão para os assuntos militares trabalha nos mecanismos de monitoria da cessação de hostilidades, desmobilização, desarmamento total, reintegração, e verificação do processo no terreno.

Ambas comissões são assessoradas por especialistas internacionais em matérias de descentralização e militares.

Algumas vozes políticas já manifestaram preocupação com a aparente lentidão do processo da paz em Moçambique.

Fonte: AIM

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