A consultora Palomar renovou hoje a disponibilidade para se reunir com os responsáveis pela auditoria à dívida pública de Moçambique, considerando que só assim é possível explicar o envolvimento da consultora nas transações financeiras moçambicanas.

“A Palomar expressou outra vez a sua vontade de se encontrar com a Kroll, e de partilhar toda e qualquer informação requerida para garantir que o relatório sobre Moçambique é completo e correcto no que diz respeito ao papel da Palomar”, disse um porta-voz da consultora à Lusa.

Questionado especificamente sobre o envolvimento da consultora na preparação dos empréstimos da Mozambique Asset Management e da Proindicus, a mesma fonte escusou-se a comentar, argumentando que as explicações serão dadas primeiro aos autores do relatório e não aos meios de comunicação social.

Na nota enviada à Lusa, a Palomar disse que “desde o início da auditoria tem-se oferecido de forma consistente para reunir e cooperar, mas a Kroll não respondeu a esta oferta”.

A “negligência” dos auditoras da Kroll, uma consultora contratada pela embaixada da Suécia para auditar os dois empréstimos de mais de mil milhões de dólares que foram garantidos pelo Estado de Moçambique sem que as instituições nacionais e os parceiros internacionais estivessem ao corrente, “resultou num relatório com falhas e enganador”.

O escândalo das dívidas ocultas rebentou em abril de 2016, com a divulgação pelo Wall Street Journal de um empréstimo escondido de 622 milhões de dólares da ProIndicus e de mais 535 milhões da MAM, ambos com garantias do Estado moçambicano.

Fonte: Lusa

Anúncios