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Mais de 20 mil automobilistas foram inibidos de conduzir em Moçambique em 2016 por excesso de velocidade e por condução em estado de embriaguez, indicou hoje o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique.

Um comunicado daquele ministério refere que 15,4 mil condutores foram obrigados pelas autoridades a deixar de conduzir por terem sido apanhados em excesso de velocidade e 5,1 mil sofreram a mesma sanção por condução em estado de embriaguez.

“Pela sua gravidade, a situação atual da sinistralidade rodoviária em Moçambique configura-se como um problema de saúde pública, facto que nos remete a uma profunda reflexão sobre as medidas de solução”, afirmou a vice-ministra dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Manuela Rebelo, citada na nota de imprensa.

Manuela Rebelo fez uma radiografia da sinistralidade rodoviária em Moçambique, durante o Primeiro Seminário sobre Álcool, Condução e Velocidade organizado pela Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (AMVIRO), realizado na quinta-feira em Maputo.

Por seu turno, o presidente da AMVIRO, Alexandre Nhampossa, afirmou que 49% de acidentes registados em Moçambique têm como principais causas a condução em estado de embriaguez e o excesso de velocidade.

“Estes dois fatores ocupam o topo do ´ranking` das principais razões de sinistralidade rodoviária em Moçambique”, disse Nhampossa, citado no comunicado.

Dados do Governo indicam que milhares de pessoas morrem anualmente e outras tantas ficam feridas em Moçambique vítimas de acidentes de viação.

Fonte: Lusa

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