Metical_novas_notas_2017

O Banco de Moçambique (BM) prevê que a inflação no país seja este ano de 14%, anunciou hoje, em contraste com os 25% de 2016, considerando que os sinais de recuperação da economia são bons.

“As notícias são boas e encorajadoras. Nós já não estamos a gerir crise. A casa não está a arder”, declarou o governador do BM, Rogério Zandamela, em conferência de imprensa, em Maputo.

Para o governador, a gradual normalização da situação é consequência de medidas tomadas para o ajuste macroeconómico no país, com progressiva recuperação do metical, que desvalorizou fortemente no ano passado.

Zandamela realçou as “perspetivas de maior dinamismo da atividade económica no segundo trimestre de 2017”, lembrando que, só até maio, as expetativas de apreciação da moeda fizeram com que as reservas internacionais brutas atingissem os 2,2 mil milhões de dólares.

“Há ainda muita coisa a ser feita”, mas a situação está “a caminhar na direção certa”, declarou.

As taxas de crescimento da indústria extrativa (41,6%), dos serviços financeiros (21,6%) e do comércio (8,1%) fizeram com que estes setores fossem as principais alavancas da economia no primeiro trimestre.

Apesar desta tendência, prosseguiu o governador, o país ainda precisa de medidas prudenciais, pelo que o Comité de Política Monetária decidiu manter a taxa de juro de política monetária em 21,74%, a taxa de facilidade permanente de cedências em 22,75% e a taxa de juro de facilidade permanente de depósitos em 16,25 %.

O coeficiente de reservas obrigatórias para passivos em moeda nacional e estrangeira também vai manter-se em 15,50%, referiu.

A retomada do apoio ao Orçamento de Estado e a recuperação da confiança do Fundo Monetário Internacional para um novo programa continuam a ser os principais desafios, segundo o governador do banco central.

“Nós estamos a caminhar, mas ainda não estamos onde queremos. Entretanto, não podemos ser pessimistas. Os dados são animadores”, concluiu Zandamela.

Fonte: Lusa

Anúncios