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A exploração de gás no mar de Moçambique requer prevenção contra novos riscos, como pirataria e poluição, disse hoje (15) à Lusa, Franck Reignier, Alto Comandante das Forças Armadas Francesas da Zona Sul do Oceano Índico.

“Os novos projetos podem acarretar novas ameaças”, referiu, apontando como exemplos a pirataria e o risco de poluição ambiental, sem destacar indícios, mas num apelo genérico para a prevenção.

Apelo feito quando faltam cinco anos para o início da extração de gás em alto mar na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, a cerca de 500 quilómetros de Mayotte, arquipélago que faz parte dos territórios ultraperiféricos de França.

Franck Reignier falava à Lusa no âmbito de uma visita a Maputo.

Atualmente, a situação de segurança é calma no Canal de Moçambique, zona do Índico entre a costa moçambicana e Madagáscar – que inclui o arquipélago independente das Comores e Mayotte -, havendo problemas mais notórios a norte, como seja com o tráfico de droga em redor das ilhas Seychelles, referiu.

Ainda assim, “há que prevenir, estar preparado”, acrescentou, no dia em que deu voz a um novo impulso para a cooperação entre os militares de Moçambique e França.

A Forças Armadas Francesas da Zonal Sul do Oceano Indico (FAZSOI) abrangem as unidades da armada estacionadas nas ilhas de Reunião (a leste de Madagáscar) e Mayotte, dois departamentos ultramarinos do país europeu.

As embarcações da marinha francesa fazem habitualmente escala em Maputo e no porto de águas profundas de Nacala, norte do país, dando corpo a ações de formação e outras no âmbito da troca de informação e experiências com a marinha de Moçambique, referiu.

A cooperação militar entre a república francesa e Moçambique existe desde 2004 e está centrada no apoio à marinha de guerra moçambicana, na formação no domínio de operações conjuntas de manutenção de paz e na participação nos exercícios dos diversos ramos das FAZSOI.

Franck Reignier acompanhado pelo secretário-geral adjunto do Mar de França, Patrick Augier, participaram hoje num seminário sobre “Direito do mar e ação do Estado”, na Escola Superior de Ciências Náuticas.

O seminário, que continua na sexta-feira, faz parte do programa sob o título “Mar Nosso” que desde o início do mês promove atividades relacionadas com temáticas marítimas e que tem o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua como parceiro.

Fonte: Lusa

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