Dhlakama_gorongozaO líder da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, diz estar comprometido com a paz efetiva que garanta a melhoria da vida das populações, bem como do desenvolvimento socioeconómico do país.

Falando, quinta-feira (15), em teleconferência com a imprensa, na cidade de Maputo (capital do país), Afonso Dhlakama defendeu que a paz não deve somente se circunscrever ao calar das armas, mas também constitui um significado profundo, onde os moçambicanos devem se sentir donos do país, exercendo todos os seus direitos, informa a agência AIM.

Segundo Dhlakama, o seu partido almeja por uma paz que assegure o exercício pleno dos direitos fundamentais dos cidadãos, onde haja o respeito pela democracia, que é reconhecida no Estado de direito, com maior transparência nas eleições e equidade da política governativa.

“A paz que nós queremos é a que vai permitir o desenvolvimento equilibrado para melhorar a situação do nosso povo. Pretendemos ver a situação da população melhorada. Não queremos perseguir a Frelimo nem odiá-la. A nossa estratégia é de ir para frente”, afirmou Dhlakama.

O líder da Renamo referiu também que encontrou um ‘modelo eficaz’ que facilita as negociações no processo do diálogo com o Presidente da República, Filipe Nyusi, visando o alcance de uma paz duradoira no país.

Moçambique observa uma trégua por tempo indeterminado na sequencia de entendimentos alcançados entre o chefe do Estado e o líder da Renamo resultantes de contatos telefónicos entre ambos iniciados em Dezembro do ano passado.

Dhlakama exige que haja aquilo que chamou ‘descentralização na administração do Estado’ e, nesse sentido, advoga uma revisão pontual da Constituição da República, até finais do ano em curso, que, na sua óptica, vai permitir que os governadores provinciais sejam eleitos a nível provincial, no lugar de serem nomeados pelo Presidente da República.

Disse ainda esperar que a questão da descentralização esteja concluida até Abril do próximo ano, momento em que será anunciada a data das eleições. ‘Queremos que haja a ‘partilha do poder’ e que os nossos membros sejam integrados nas forças armadas”, disse Afonso Dhlakama.

O líder da Renamo exige, igualmente, que haja no país a criação da polícia judiciária que, no seu entender, irá trabalhar na investigação de muitos casos criminais que ocorrem no país.

Dhlakama referenciou casos de assassinatos, crimes de corrupção que, segundo ele, ‘acontecem com muita frequência, porém a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério do Interior apenas prometem esclarecer sem, no entanto, tornar público o seu desfecho’.

Fonte: AIM

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