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Militantes do partido Frelimo em Maputo

A Frelimo, partido no poder em Moçambique desde a independência do país em 1975, entrou em “contagem decrescente” para o seu 11.º congresso, disse hoje o porta-voz daquela força política, António Niquice.

Mais de metade dos delegados ao congresso foram eleitos no último fim-de-semana durante as conferências provinciais realizadas em todo o país, referiu aquele responsável numa conferência de imprensa na sede do partido, em Maputo.

Foram escolhidos 1770 delegados nas 11 províncias de um total de 3000 que se prevê que participem no encontro, que vai decorrer de 26 de setembro a 01 de outubro na Matola, arredores de Maputo, para escolher quem vai dirigir o partido nas eleições autárquicas de 2018 e eleições gerais de 2019.

O atual líder e Presidente da República, Filipe Nyusi, é visto nos diferentes círculos políticos moçambicanos como um candidato certo a tentar renovar o mandato à frente do partido.

O resto dos delegados ao congresso vão ser escolhidos pelos órgãos centrais do partido.

As conferências do fim-de-semana serviram também para eleger os 11 dirigentes provinciais do partido (três são novos, em Manica, Inhambane e Maputo) e para escolher 119 membros para o comité central da Frelimo, órgão máximo entre congressos.

António Niquice classificou os encontros do fim-de-semana como uma “antecâmara” do congresso em que ficou reforçada a “coesão interna”.

“Não temos vencidos nem vencedores. Estamos unidos”, referiu.

O porta-voz referiu também que em todos os processos de escolha foi seguido o princípio de haver 60% de continuidade e 40% de renovação de membros.

Fonte: Lusa

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