Filipe_nyusi_gas

O Presidente de Moçambique disse esta quinta-feira perante empresários e bancos internacionais que os investimentos no país estão seguros e que há medidas em curso para que o caso das dívidas ocultas do Estado nunca mais se repita.

“Gostaria de vos assegurar que, sob a nossa liderança, os vossos investimentos estão seguros”, referiu Filipe Nyusi, na abertura do Fórum das Infraestruturas, em Tete, interior centro do país.

Sobre “a questão das dívidas consideradas não declaradas” expressou uma vontade: “Tudo temos estado a fazer para que no futuro situações idênticas jamais ocorram em nosso solo pátrio”. A acompanhar esta declaração, apontou a realização de uma auditoria aos 2,2 mil milhões de dívidas contraídas por empresas estatais entre 2013 e 2014, a maioria com garantias soberanas ocultas – reveladas há um ano e que levaram ao congelamento de apoios externos.

Moçambique está a dar sinais vitais de estar a ultrapassar esses obstáculos. Para aqueles que ainda duvidam de nós, a minha mensagem é clara: Moçambique está de volta”

Como exemplo da confiança externa, apontou a decisão final de investimento (oito mil milhões de dólares) do consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni para início de exploração de gás natural no norte do país em 2022.

“Apesar do risco envolvido, o projeto atraiu financiamentos de 15 bancos e cinco agências de crédito para exportações. Cada um destes atores realizou uma auditoria rigorosa, tanto ao projeto, como ao país, tendo decidido prosseguir. Tratou-se de um grande voto de confiança para Moçambique e para o nosso Governo”, referiu.

Filipe Nyusi falava esta quinta-feira na abertura do Fórum das Infraestruturas, em Tete, interior centro do país, num encontro do governo com empresários, bancos e outras instituições financeiras de várias nacionalidades que serviu de montra aos projetos que o executivo quer implementar no país.

O relatório às dívidas ocultas foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) a 12 de maio e aguarda-se a publicação de um resumo do documento. Os parceiros internacionais, como o FMI, e credores, fizeram depender o retorno das ajudas e a renegociação da dívida da apresentação de resultados da auditoria.

Fonte: Lusa

Anúncios