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Mina de carvão da Vale em Tete

A Vale vai atingir em 2018 o escoamento máximo de carvão natural em Moçambique, através do novo Corredor Logístico de Nacala (CLN), exportando por aquela via 18 milhões de toneladas anuais, disse hoje fonte ligada ao empreendimento.

Em declarações aos jornalistas, o analista operacional do porto de Nacala, Hetor Cumbane, disse que, até ao final de 2017, a Vale espera ficar já perto daquela fasquia e exportar através da nova linha férrea cerca de 13 milhões de toneladas.

O corredor, que inclui um novo terminal portuário, vai ser inaugurado sexta-feira pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Em 2016, ano em que começou a haver circulação no CLN após uma fase de testes, “foram exportadas seis milhões de toneladas de carvão, que vão passar para cerca de 13 milhões este ano e para 18 milhões em 2018, atingindo o pico da linha férrea”, afirmou Cumbane.

Para poder exportar em pleno o carvão que produz em Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, a Vale associou-se à japonesa Mitsui e à empresa pública moçambicana CFM, num investimento de 4,1 mil milhões de euros, construindo uma linha férrea com 912 quilómetros, incluindo 200 quilómetros que passam pelo vizinho Malaui.

“A linha férrea Moatize-Nacala dá maior capacidade de escoamento de carvão à Vale e o cais permite a atracagem de navios de muito maior calado”, explicou o analista operacional do porto da CLN, mais de dois mil quilómetros a norte da capital moçambicana.

Antes da entrada em operação plena da nova linha férrea e do novo porto, o máximo que a Vale podia exportar eram seis milhões de toneladas por outra via: a linha férrea de Sena, que liga as minas de Moatize ao porto da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique.

Só que o porto da Beira tem menor profundidade que o de Nacala e está constantemente sujeito a operações de dragagem.

“O porto de Nacala não tem limitação de calado, nem sofre com variações de maré: no ano passado, atracou aqui um navio com 187 mil toneladas”, afirmou Hector Cumbane.

Através da nova linha férrea, locomotivas da Vale com 60 vagões cada transportam carvão metalúrgico, usado em grandes unidades industriais, e carvão térmico, para geração de energia.

Tudo segue até ao porto, de onde o carvão é depois exportado em grandes navios para Europa e Ásia.

De acordo com dados do CLN, na fase de construção, o corredor chegou a empregar cerca de dez mil pessoas e agora, na fase de operação, dá trabalho a quatro mil – sendo a maioria moçambicanos -, ao longo dos 912 quilómetros de extensão.

Fonte: Lusa

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