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Moçambique poderá vender gás natural ao Japão, aproveitando o défice energético do país asiático como uma oportunidade, disse hoje em Maputo a ministra dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Letícia Klemens.

Citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), a governante referiu-se ao interesse do Japão na compra do gás moçambicano, em declarações à comunicação social, à margem da visita hoje do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, à companhia Tokyo Gas, na capital nipónica.

“Sabemos que o Japão está com uma redução em termos de consumo do gás e era importante que fechássemos com a Tokyo Gas. E nós, como Governo, tínhamos o dever de prestar aquilo que é o nosso dever. Já terminámos tudo, falta agora a negociação, que é a parte reservada ao cliente que, neste caso, é a Tokyo Gas”, afirmou a ministra.

Letícia Klemens acrescentou que os contatos entre as partes estão bem encaminhados e há boas perspetivas para um acordo.

Ainda segundo a governante, uma das concessões com reservas confirmadas de gás em Moçambique, a Área 1 da bacia do Rovuma, norte do país, é operada por um consórcio que integra uma empresa japonesa, a Mitsui.

O consórcio da Área 1 é liderado pela norte-americana Anadarko e identificou grandes quantidades de gás natural, tal como o consórcio liderado pela italiana ENI, que opera a Área 4 e que integra a portuguesa Galp.

Por seu turno, o diretor-executivo da Tokyo Gas, Kentaro Kimoto, confirmou o interesse da empresa em comprar gás moçambicano, assinalando que a companhia importa anualmente 14 milhões de toneladas deste recurso.

“O interesse da empresa na diversificação das fontes energéticas cria interesse na compra do gás de Moçambique que, tem ótimas qualidades”, acrescentou Kimoto.

O chefe de Estado moçambicano encontra-se no Japão, no âmbito de uma visita de trabalho.

Fonte: Lusa

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