Linha-de-caminho-ferroA portuguesa Mota-Engil superou a concorrência internacional e vai construir uma linha-de-ferro em Moçambique, num projecto orçado em 2,3 mil milhões de dólares.

Em causa está uma linha ferroviária entre Moatize (Tete) e Macuse (Zambézia) e o porto de águas profundas de Macuse, segundo anunciou o presidente do Corredor de Desenvolvimento Integrado do Zambeze (Codiza), Abdul Carimo, em declarações à Rádio Moçambique. Carimo, que falava em Quelimane, capital da província da Zambézia, adiantou que a Mota-Engil ganhou a corrida após um concurso internacional que atraiu sete propostas, faltando apenas assinar o contrato de adjudicação para que a construtora portuguesa liderada por Gonçalo Moura Martins possa começar os trabalhos, “uma vez que o custo da obra foi fixado em 2,3 mil milhões de dólares.”

Na opinião do Haitong, este contrato “pode ser muito positivo” para a Mota-Engil. “Contudo, temos de perceber se este projeto é totalmente financiado” e se a “Mota irá trabalhar sozinha ou em consórcio”, notam os analistas daquela casa de investimento. Lembram ainda que este é um projeto que estava em cima da mesa há já alguns anos e que agora, com a recuperação do preço do carvão, “reavivou o interesse em avançar com a obra”.

“Contudo, temos de perceber se este projeto é totalmente financiado e se a Mota irá trabalhar sozinha ou em consórcio.”

Segundo as informações da imprensa moçambicana, a Mota-Engil superou as propostas de duas construtoras chinesas, duas turcas, uma brasileira e outra sul coreana.

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