O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deteve um inspector da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) flagrado a receber, ilicitamente, oito mil meticais (o equivalente a 116 dólares americanos ao câmbio do dia).

Este montante é parte de um total de 30 mil meticais (cerca de 400 dólares) solicitados a um gerente de um estabelecimento comercial na cidade de Maputo, no âmbito das inspecções que o INAE tem realizado e que já culminaram com o encerramento de vários estabelecimentos em várias regiões de Moçambique.

Em comunicado de imprensa, o GCCC indica que o referido inspector faz parte de um grupo de três que se encontram a trabalhar na capital moçambicana.

“Após a inspecção do referido estabelecimento comercial, solicitaram o pagamento indevido de 30 mil meticais para não se emitir multa, na sequência das infracções constatadas”, lê-se na nota de imprensa, recebida hoje pela AIM.

O GCCC avança que a prática constitui ilícito criminal visto houve aproveitamento do trabalho para se promover corrupção.

No âmbito das suas actividades, o INAE já ordenou o encerramento de padarias, pastelarias, e restaurantes, em consequência de irregularidades de vária ordem, com maior destaque para problemas higiénicos.

Na sua actividade mais recente, a instituição encerrou o restaurante e pastelaria Crystal, na zona nobre da cidade de Maputo.

As actividades do INAE tem sido “aplaudidas” pelos cidadãos da cidade de Maputo e não só. Por isso, a atitude do inspector constitui a primeira mancha do processo.

Por outro lado, lê-se na mesma nota, um agente da polícia moçambicana (PRM) afecto ao Departamento de Saúde do respectivo Comando-Geral, “exercendo a qualidade de Assistente Social, foi detido acusado de ter cobrado indevidamente o valor monetário de 60 mil meticais (cerca de 873 dólares) a candidatos ao curso de iniciação para a PRM.”

Fonte: AIM

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