Rinoceronte_africanos

O governo zimbabweano vai doar cerca de dois mil animais a Moçambique para o repovoamento do Parque Nacional do Limpopo (PNL), anunciou hoje, em Maputo, a ministra zimbabweana do Meio Ambiente, Oppah Muchinguri.

“O donativo demonstra o nosso compromisso para desenvolver o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo e as áreas de conservação”, explicou a ministra, que falavam em conferência de imprensa conjunta a margem da VI Reunião Ministerial do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL).

O evento juntou os ministros do Ambiente dos países integrantes do PTGL, que integra o PNL, Parque Nacional do Kruger, na África do Sul e o Parque Nacional do Gonarezhou (Zimbabwe).

O lote dos animais, que deverão chegar a Moçambique em Abril próximo, inclui elefantes, rinocerontes, búfalos, girafas, impalas, curdos, antílopes, entre outros.

Ainda no âmbito do repovoamento das áreas de conservação, o Zimbabwe e a África do Sul comprometeram-se a fornecer diferentes espécies de animais ao Parque Nacional do Zinave, durante os próximos dois anos.

O ministro moçambicano da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, disse que o evento foi produtivo e que as delegações ministeriais do Zimbabwe e África do Sul reconhecem e valorizaram os resultados alcançados por Moçambique no combate aos crimes contra a flora e fauna bravia.

“No balanço feito sobre a caça furtiva, destacaram-se as evoluções registadas nos últimos dois anos. Em termos de caça furtiva, as incursões do lado moçambicano reduziram de 78 para 28 por cento. Há resultados positivos e o número de animais tem estado a ser reconstituído, embora essa seja uma luta que ainda deve ser feita de forma contínua”, disse.

As operações conjuntas também trouxeram outros benefícios tais como a capacitação e transferência de conhecimento, formação e patrulhamento, apoio logístico e assistência no terreno, desenvolvimento da rede de comunicações, partilha e troca de informações e fortalecimento de relações (através de colaboração mútua).

Nesta reunião, os países reafirmaram o seu empenho em aumentar os esforços para expandir a coordenação de operações além-fronteiras e sua implementação.

Os governos também concordaram em continuar a explorar as oportunidades existentes na área de energias renováveis, tendo em conta o seu potencial no apoio ao turismo sustentável e programas de desenvolvimento comunitário dentro da Áreas de Conservação Transfronteiriça do Limpopo.

As partes acordaram ainda que Moçambique deverá organizar ao longo do corrente ano uma conferência internacional sobre a conservação e protecção de flora e fauna bravia, para a troca de experiência nesta matéria.

Aliás, o Zimbabwe e a África do Sul comprometeram-se a seguir o exemplo moçambicano no desenvolvimento da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo, para melhorar a conservação da biodiversidade.

O encontro surge no âmbito do tratado assinado, em Dezembro de 2002, pelos Chefes de Estado dos três países.

O evento foi organizado pelo governo moçambicano, através do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e tinha como agenda protecção da biodiversidade, desenvolvimento do turismo, das comunidades que vivem dentro e imediações das áreas de conservação, bem como assuntos ligados à formação e capacitação de técnicos no âmbito de trabalho conjunto de fiscalização do PTGL.

Fonte: AIM

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