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Donald Trump junto a Jared Kushner, Sejam Spicer e Michael Flynn/Foto JONATHAN ERNST (REUTERS)

A conversa com o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, na última sexta-feira, não foi o único confronto por telefone que Donald Trump teve na sua primeira semana na Casa Branca. Segundo o The Washington Post, no sábado passado, o presidente norte-americano desligou abruptamente o telefone quando falava com Malcolm Turnbull, primeiro-ministro da Austrália, país que é um tradicional aliado dos Estados Unidos. O diálogo deveria ter durado uma hora, mas, de acordo com o jornal, Trump interrompeu o telefonema aos 25 minutos. Isso deu ao presidente tempo de dizer a Turnbull que das quatro conversas que manteve com líderes mundiais naquele dia, aquela era “de longe, a pior”.

A resposta furiosa do norte-americano teria sido causada pela tentativa do governante australiano de garantir que os Estados Unidos cumpram a sua promessa de acolher 1.250 refugiados que se encontram num centro de acolhimento na Austrália, horas depois de Trump ter assinado o veto à imigração que gerou uma onda de protestos em todo o mundo.

A declaração emitida pela Casa Branca sobre a chamada telefônica confirma que ela durou 25 minutos, mas não faz referência a nenhuma tensão entre os dois líderes. No entanto, por ser a Austrália um dos principais aliados de Washington, chama a atenção o facto de a Presidência norte-americana resumir a conversa dizendo que ambos os mandatários “enfatizaram a força e a proximidade da relação bilateral que é crucial para a paz, estabilidade e prosperidade da região Ásia-Pacífico e do planeta”. Em todo caso, trata-se de um comunicado muito mais lacônico e vago do que os emitidos sobre as conversas de Trump com o presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente russo, Vladimir Putin, mantidas naquele mesmo dia.

O próprio Trump confirmou, na noite de quarta-feira, que a conversa com Trunbull foi, no mínimo, agitada, quando, em mais uma mensagem no Twitter, classificou como “burro” o acordo pelo qual o seu predecessor, Barack Obama, aceitou acolher os refugiados na Austrália.

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