O deputado britânico conservador Nadhim Zahawi revelou, no sábado à noite, que se encontra impedido de entrar nos Estados Unidos, devido às restrições à imigração decretadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Nadhim Zahawi, militante do partido da primeira-ministra Theresa May, disse ter confirmado que nem ele, nem a mulher, ambos de origem iraquiana, podem entrar nos Estados Unidos da América, enquanto vigorarem as restrições à entrada de cidadãos de países muçulmanos, entre os quais se encontra o Iraque, embora sejam detentores de passaportes britânicos.

“Este é um dia triste, por me sentir como um cidadão de segunda classe. Um dia triste para os EUA”, escreveu Zahawi, na sua página oficial no Twitter.

A deputada Sarah Wollaston, companheira de Zahawi na bancada conservadora, considerou Trump “um tipo doentio”, numa reação às restrições à imigração, e pediu que não fosse permitido ao Presidente norte-americano visitar oficialmente as câmaras do parlamento britânico – a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns – durante a vista prevista para este ano.

A deputada trabalhista Yvette Cooper, por seu lado, criticou a primeira-ministra Theresa May, por esta se ter recusado a criticar as disposições anti-imigração de Trump, afirmando que tal facto “envergonha a Grã-Bretanha”, noticiou a France Presse.

Em Berlim, o vice-presidente de grupo parlamentar de Os Verdes, no parlamento federal alemão (Bundestag), Omig Nouripour, revelou que é também afetado pelas disposições de Trump.

A revista “Der Spiegel”, citada pela agência Efe, noticiou que Nouripour, de origem iraniana, está entre os milhares de alemães, com dupla nacionalidade, que não podem entrar nos Estados Unidos.

O deputado nasceu em Teerão e tem nacionalidade alemã desde 2002.

Numa ordem executiva assinada na sexta-feira, Donald Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

“Vamos ter uma proibição muito, muito severa e vamos ter verificações completas, o que já devíamos ter neste país há muitos anos”, sublinhou.

Desde sexta-feira que viajantes oriundos daqueles países foram impedidos de entrar em aviões com destino aos Estados Unidos, desencadeando protestos em vários aeroportos.

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