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Erdogan e o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi/Foto EPA/ANTONIO SILVA

O Presidente da Turquia disse hoje em Maputo que pessoas alegadamente envolvidas na tentativa de golpe de Estado na Turquia têm uma ampla rede de instituições em Moçambique e pediu às autoridades locais apoio na sua neutralização.

“Nós sabemos que elementos deste grupo [supostamente envolvido na tentativa de golpe de Estado] estão presentes em Moçambique, infiltraram-se nas Forças Armadas da Turquia e estão a replicar a sua iniciativa, a sua agenda oculta, em várias partes do mundo. Têm uma rede vasta de escolas e associações em várias partes do mundo e têm uma rede muito ampla aqui em Moçambique”, afirmou Recep Tayyip Erdogan, numa declaração à imprensa, no final das conversações entre as delegações dos governos turco e moçambicano.

Sem apontar nomes, o chefe de Estado turco disse que essas instituições vão tentar alcançar em Moçambique os mesmos objetivos que perseguem na Turquia.

“O que procuram alcançar na Turquia, vão procurar alcançar também em Moçambique, mais tarde ou mais cedo, é algo que nos chama atenção, são questões que vamos ter de ultrapassar”, sublinhou Erdogan.

Erdogan acrescentou que o seu país está pronto a ajudar Moçambique na neutralização dos alegados elementos hostis ao Governo turco, destacando que a visita que iniciou hoje será um momento de viragem na cooperação bilateral.

Presente ao lado de Erdogan, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, não fez qualquer referência ao assunto, fazendo declarações apenas relativas à cooperação económica e comercial entre os dois países e aos seis acordos bilaterais que os dois governos assinaram.

A neutralização de pessoas que o Governo turco acusa de serem fiéis ao líder muçulmano Fethullah Gulen, a quem Ancara imputa a autoria de uma tentativa de golpe de Estado de julho do ano passado, é um dos temais centrais da visita que Recep Tayyip Erdogan realiza a três países africanos, que, além de Moçambique, inclui a Tanzânia e Madagáscar, em paralelo com o reforço das relações económicas e comerciais.

Fonte: Lusa

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