A empresa Murrimo Macadâmias, constituída em Moçambique ao abrigo de um consórcio entre uma empresa da África do Sul e outra dos Países Baixos, começa em Marco próximo a primeira colheita de nozes, cinco anos após ter iniciado a plantação das plantas num terreno no Gurué, província central da Zambézia.

O consórcio constituído pelas empresas sul-africana Crookes Brothers, Limited e White Bird International BV, dos Países Baixos, com experiência na produção de frutos e outras culturas na Suazilândia e no Zimbabwe, investiu já mais de 24 milhões de dólares na plantação de plantas de macadâmia num terreno com 3000 hectares, de que 240 já estão plantados.

A planta arbórea, originária da Austrália, dá uma noz utilizada na alimentação humana e na produção de óleo, com utilização na indústria alimentar e de produtos de beleza.

O director dos Recursos Humanos da empresa, Palelane Júnior, disse ao jornal moçambicano O País que a empresa já dispõe de mercados garantidos para colocar as nozes, concretamente na Europa, Ásia e América do Norte, “estando nós actualmente empenhados em garantir a qualidade do produto para que nada falhe.”

Além dos 240 hectares plantados com macadâmia, a Murrimo Macadâmias dedica-se à produção de variedades de milho e de feijão numa área de 660 hectares, produtos que são comercializados localmente para o consumo da população e para abastecer pequenas fábricas de ração para animais.

No decurso de uma viagem de prospecção à região em busca de oportunidades para a produção de fruta, o responsável de uma das duas empresas do consórcio contactou os proprietários de uma empresa que se dedicava à produção de chá e concluiu que estes pretendiam encerrar a empresa e desfazer-se dos terrenos.

Devido às condições agro-ecológicas na região, disse o director financeiro da empresa, Ricardo Maria, o consórcio ficou com os campos para apostar na produção da macadâmia, uma nova cultura que está a ser introduzida em Moçambique.

Fonte: Macauhub

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