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O número de mortes devido ao mau tempo em Moçambique subiu de 40 para 44 e mais de 79 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas desde outubro informou hoje o porta-voz do Conselho de Ministros.

Mouzinho Saíde, que falava após a primeira sessão do ano do Conselho de Ministros, em Maputo, disse que, desde o início da atual época chuvosa, as chuvas e ventos fortes que caem em alguns pontos do país destruíram 8,162 casas e deixaram outras 21 mil parcialmente danificadas.

“O Governo acionou todos mecanismos para a assistência das populações e, até então, não há ainda registo de problemas para a acomodação e assistência alimentar das pessoas afetadas”, declarou o porta-voz do Conselho de Ministros.

Para fazer face ao problema, prosseguiu Mouzinho Saíde, o Governo aprovou, na sessão de hoje, o Quadro de Indicadores de Redução de Riscos e Calamidades, para mitigar o impacto das cíclicas calamidades naturais no país, através de medidas eficazes no âmbito da monitoria.

“Dada vulnerabilidade do país a desastre naturais, o Governo tem vindo a introduzir reformas e a implementar estratégias conducentes a redução do risco de desastre. Esta é uma delas”, declarou Saíde, acrescentando que os Indicadores de Redução de Riscos e Calamidades têm como base o Plano Economico e Social de cada setor, entre os quais se destacam a Saúde, Educação e Agricultura, áreas mais afetadas em situação cheias ou mau tempo.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, esteve hoje presente na sessão do conselho de ministros e defendeu a retirada imediata de pessoas em locais considerados de risco nas regiões afetadas pelos ventos e chuvas fortes em Moçambique, considerando que a prioridade do Governo deve ser salvar vidas.

“Não devemos negociar isto [a retirada das populações], as pessoas devem sair destes locais”, afirmou o chefe de Estado.

Nyusi disse que o Governo deve aproveitar o conhecimento das lideranças locais para melhorar as estratégias de assistência às populações.

“Temos uma responsabilidade como Estado”, referiu Filipe Nyusi, que aponta a disponibilidade de alimentos e a assistência médica como elementos que devem estar no centro de todas as estratégias de ajuda.

As autoridades moçambicanas decretaram, na semana passada, o alerta laranja na sequência da chuva e dos ventos fortes que se fazem sentir no país e que atingiram fortemente, nos últimos dias, as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Nampula, tendo afetado mais de 18 mil pessoas só nestas províncias desde o início do ano.

O alerta laranja ocorre em paralelo com o alerta vermelho, que se mantém para garantir a assistência a mais de 1,5 milhões de pessoas afetadas pela seca ao longo do ano passado e que se encontram em situação de insegurança alimentar.

Fonte: Lusa

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