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A negociação dos contratos de concessão de áreas de pesquisa de petróleo e gás natural, decorrente do quinto concurso internacional lançado em 2014, poderá ficar concluída até finais de Junho próximo, de acordo com previsões governamentais.

O governo de Moçambique aprovou contratos-modelo para a área de hidrocarbonetos mas as empresas petrolíferas estrangeiras ainda não estão suficientemente familiarizadas com o documento, razão por que têm estado a pedir esclarecimentos adicionais sobre determinados aspectos específicos.

Uma fonte oficial citada pelo matutino Notícias, de Maputo, adiantou pormenores relativos a questões cambiais têm dominado os pedidos de esclarecimento remetidos ao governo pela maioria das empresas vencedoras do quinto concurso de pesquisa de hidrocarbonetos.

“Só depois de terminada a fase de negociação é que o governo poderá assinar os contractos de exploração com as empresas vencedoras”, destacou, reconhecendo que o sector de hidrocarbonetos compreende matérias bastante complexas, razão por que os contractos devem ser vistos com todo o pormenor para que no futuro nenhuma das partes fique prejudicada.

O quinto concurso de concessão de áreas de pesquisa foi lançado simultaneamente em Maputo e em Londres, em 2014, tendo encerrado em finais do ano seguinte, abrangendo três marítimas na bacia do Rovuma, duas em Angoche e seis no delta do Zambeze e áreas terrestres, concretamente três em Pande/Temane e uma na região de Palmeira, totalizando perto de 77 mil quilómetros quadrados.

O consórcio liderado pela ENI Mozambico foi apurado para a região de Angoche, área A5-A, para a área A5-B o vencedor foi a ExxonMobil E&P Mozambique Offshore Ltd.

Este grupo vai também liderar as pesquisas na região do Zambeze, áreas A5-C e A5-D, enquanto a Sasol Petroleum Mozambique Exploration lidera as pesquisas na zona de Pande-Temane, áreas PT5-C e a Delonex Energy deverá trabalhar na região de Palmeira, Área P5-A.

Fonte: Macauhub

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