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Trump com Martin Luther King III, esta segunda-feira em Nova Iorque/Foto: DOMINICK REUTER AFP

O número continua a crescer. Pelo menos 27 congressistas democratas já anunciaram que não estarão presentes na sexta-feira (20) na tomada de posse do republicano Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, segundo o último registo, desta segunda-feira, da cadeia CNN.

O boicote disparou depois das criticas de Trump ao congressista John Lewis, um ícono da luta dos direitos civis dos negros nos anos sessenta, o primeiro a anunciar a sua ausencia da ceremónia. Lewis considera que Trump não é um presidente legítimo devido aos ataques cibernéticos russos na campanha eleitoral que prejudicaram a democrata Hillary Clinton.

O boicote é inusual, mas o número de ausencias é minoritária. Na Cámara de Representantes, existem 194 congressistas democratas. Por agora, nenhum dos 48 senadores democratas anunciou que não irá assistir a investidura de Trump nas escadas do Capitólio.

As críticas de Trump a Lewis causaram uma tormenta política nos Estados Unidos, sobretudo ao ocorrer nas vésperas da festa nacional, em honra de Martin Luther King, o reverendo que liderou o movimento dos direitos civis que acabou com a segregação legal dos negros nos anos sesenta. Lewis, de 76 anos, participou nesses protestos. Foi detido e violentado.

“Não podes estar em casa com algo em que não acreditas, que não é correcto”, disse Lewis numa entrevista à cadeia NBC, em que anunciou a sua ausencia. Será a primeira vez que o legislador, que leva trés décadas no Congreso, não assiste a uma investidura presidencial.

Trump respondeu-lhe no Twitter que deveria centrar-se em solucionar os problemas do distrito que representa, na Georgia: “Devería passar mais tempo a trabalhar e a ajudar o seu distrito, que está num estado horrível e desmoronando-se (para não  mencionar que está infestado de crime) em vez de queixar-se falsamente dos resultados eleitoral”.

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