Renamo_homens_armados

O vice-Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, disse esta sexta-feira que as forças de defesa e segurança estão em alerta ao longo da fronteira oriental, após um homem ter sido sequestrado da sua aldeia e depois assassinado em Moçambique.

Houve outras escaramuças ao longo da fronteira (entre Moçambique e Zimbabwe) com bandidos armados que são leais à Renamo, segundo Emmerson Mnangagwa, citado pela Agência Africana de Notícias.

A Renamo, maior partido de oposição em Moçambique, condicionou esta sexta-feira a continuação nas negociações de paz em Moçambique à permanência da equipa de mediação internacional, que na semana passada abandonou Maputo sem saber se regressará.

Segundo o vice-Presidente do Zimbabwe, a Renamo mantém desde há muito tempo forças ao longo desta parte da fronteira, que fica a cerca de 80 quilómetros ao sul da capital provincial zimbabweana de Mutare.

O homem morto sequestrado no Zimbabwe ainda não foi identificado, mas num incidente separado, cerca de 50 bovinos foram retirados de pequenos agricultores e levados para o outro lado da fronteira.

Mnangagwa disse que alguns dos animais foram recuperados.

“Algumas pessoas foram convidadas a identificar o seu gado”, disse Mnangagwa, explicando que os líderes provinciais de segurança de ambos os países se reuniram esta semana para discutir a escalada de incidentes transfronteiriços e o aumento da tensão.

Os zimbabweanos também estão a cruzar a fronteira ilegalmente para comprar mantimentos e combustível, já que o valor dos meticais (moeda moçambicana) caiu em relação ao dólar, a moeda usada no Zimbabwe.

Por essa razão, os mantimentos e o combustível são muito mais baratos em Moçambique do que no Zimbabwe. Os zimbabweanos têm usado o dólar norte-americano desde que o dólar zimbabueano desapareceu em 2009, após anos de hiperinflação.

Mnangagwa é o chefe de Estado em exercício do Zimbabwe, já que o Presidente Robert Mugabe e a sua família estão a gozar as suas férias anuais no Dubai.

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