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Dilma e Lula durante o tributo a Fidel Castro em Havana

A ex-presidente Dilma Rousseff está na lista das mulheres do ano do jornal Financial Times, em edição apresentada nesta quinta-feira, 8. Dilma aparece na mesma lista que a primeira-ministra britânica, Theresa May, que se torna responsável por conduzir o Brexit, a estrategista da campanha de Donald Trump, Kellyanne Conway, e a ginasta norte-americana Simone Biles, que brilhou nos Jogos Olímpicos do Rio. A publicação destaca o fato de a ex-mandatária ter quebrado o teto de vidro do poder no Brasil, o maior país do continente, muito embora tenha perdido o cargo num processo de impeachment que teve como justificativa manobras fiscais (as pedaladas) adotadas no seu Governo, que ocultavam o rombo bilionário das contas públicas.

O julgamento, porém, foi político, assinala o FT, embora tenha levado em conta a processo de recessão econômica no qual o país entrou sob o seu comando. Dilma concedeu uma entrevista em Porto Alegre ao jornalista Joe Leahy, chefe da sucursal do FT no Brasil. Fala da sua nova rotina e expõe o seu incômodo quando discorre sobre o Governo que a substituiu, “governo de velhos ricos, ou, pelo menos, daqueles que querem ser ricos”, diz ela. O jornal destaca o cunho popular de seu Governo, e não deixa de observar que apesar das contradições no seu afastamento, Dilma não faz mea culpa por nenhum erro que tenha cometido.

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