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O Presidente americano responsável pela reaproximação dos Estados Unidos com Cuba, Barack Obama divulgou neste sábado uma nota oficial sobre a morte de Fidel Castro. Num texto em que não elogia – e nem critica – explicitamente o líder cubano, Obama afirma que “a História julgará o impacto desta figura singular”, numa referência ao discurso em que o Fidel afirmou que “a História o absolverá”.

“Com a morte de Fidel Castro, estendemos a mão da amizade ao povo cubano. Sabemos que esse momento enche cubanos – em Cuba e nos Estados Unidos – de emoções poderosas que lembram as inúmeras maneiras que Fidel Castro alterou o curso da história de indivíduos, famílias e da nação cubana”, diz o texto. Na nota, Obama oferece condolências à família de Fidel e orações ao povo cubano.

O ainda presidente dos Estados Unidos também destaca o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, no final de 2014, durante o seu governo. “Trabalhamos para deixar o passado para trás e procurar um futuro no qual a relação entre os nossos países seja marcada não pelas diferenças, mas pelos laços em comum que temos como vizinhos e amigos.” Obama conclui o comunicado com um comunicado ao povo de Cuba: “Os cubanos sabem que têm nos Estados Unidos, um parceiro”.

Fidel Castro

A morte de Fidel foi anunciada neste sábado pelo seu irmão, o atual presidente de Cuba Raúl Castro, num pronunciamento transmitido pela televisão estatal do país. Ele morreu aos 90 anos, na capital Havana.

“Com profunda dor é que informo ao nosso povo, aos amigos da nossa América e ao mundo que hoje, 25 de novembro de 2016, às 22h29, morreu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, disse Raúl durante discurso emocionado.

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