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Obama e as filhas Malia (esquerda) e Sasha | REUTERS/MIKE THEILER

Enquanto primeiro presidente negro na Casa Branca, Barack Obama procurou, ao longo dos dois mandatos, controlar as tensões raciais nos EUA, falando em prol das minorias e incentivando ao acolhimento, por parte dos americanos, de imigrantes vindos de todo o mundo.

Com a vitória de Donald Trump, que fez campanha para as presidenciais dos EUA insistindo em defender políticas anti-imigração, culpabilizando as minorias pelo desemprego e entrando numa cruzada contra os muçulmanos, o legado de Obama pode estar em causa, mas o ainda presidente dos EUA tem incentivado os norte-americanos a unirem-se agora, mais do que nunca, para lutar pelo direito à diferença e à convivência pacífica.

E foi precisamente essa mensagem que passou às filhas, Sasha, de 15 anos, e Malia, de 18. Num perfil publicado pela revista New Yorker, e para o qual o ainda presidente contribuiu com declarações, Obama contou como explicou às filhas como deviam agir daqui em diante. “O que lhes digo é que as pessoas são complicadas. As sociedades e culturas são complicadas… isto não é matemática: é biologia e química”. E continuou: “O vosso trabalho, enquanto ser humano decente, é constantemente afirmar, incentivar e lutar por tratar as pessoas com bondade, respeito e compreensão”.

Admitindo que disse às filhas que podiam esperar ataques motivados pelas diferenças raciais, Obama aconselhou-as a agirem perante o confronto e não permanecerem como que enroladas “em posição fetal”. Mas, como já é habitual, não quis terminar a conversa com as adolescentes sem uma nota de otimismo e pediu-lhes para não começarem a preocupar-se com “o apocalipse”.

Fonte: dn.pt

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