A primeira pedra do projecto de construção de uma central termoeléctrica de ciclo combinado a gás natural, capaz de produzir 106 megawatts de energia eléctrica, foi quinta-feira lançada em Maputo, em cerimónia que contou com a presença da ministra dos Recursos Naturais e da Energia, escreveu a agência noticiosa AIM.

O presidente da estatal Electricidade de Moçambique (EDM), Mateus Magala, disse na ocasião que a central, que tem um custo de 180 milhões de dólares, constitui o primeiro grande investimento público em infra-estruturas de produção de energia eléctrica através da empresa.

Para construir esta central termoeléctrica, o governo de Moçambique obteve um empréstimo de 167 milhões de dólares junto da Agência Japonesa de Desenvolvimento Internacional (JICA, na sigla em inglês), a uma taxa de juro de 0,01 por cento/ano, com um período de pagamento de 40 anos, incluindo um período de graça de 10 anos.

A comparticipação da EDM no projecto, cujo início está previsto para Dezembro próximo com duração de dois anos e meio, é de 13 milhões de dólares, valor resultante de fundos próprios.

A central a ser construída será a primeira termoeléctrica de ciclo combinado em Moçambique, assegurando uma utilização mais eficiente de um recurso energético disponível no país, o gás natural, “agregando mais valor e contribuindo para a redução das emissões, preservação do ambiente e desenvolvimento económico sustentável do país”, disse Magala.

O projecto da central, combinado com o da recuperação das centrais hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba, na província central de Manica, contribuirá para diversificar a matriz energética e aumentar em 150% a capacidade de produção da própria EDM, que passará dos actuais 206 megawatts para cerca de 315 megawatts, a partir de meados de 2018. (Macauhub)

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