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A cidade costeira da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, vai receber no presente ano um total de cinco cruzeiros com uma média de 1500 a 2000 turistas cada, oriundos de vários países do mundo, facto que vai impulsionar as visitas turísticas naquela região do norte do país.

Dados facultados pelo administrador daquele distrito, Luciano Augusto, referem que este ano a cidade da Ilha de Moçambique já recebeu três cruzeiros que movimentaram cerca de 3 mil turistas oriundos da África de Sul e França, entre outros países.

Durante os mêses de Novembro em curso e Dezembro próximo, espera-se a atracagem de dois cruzeiros.

Luciano Augusto acredita que com a atracagem de mais cruzeiros nos dois últimos meses do ano, o nível de estatísticas turísticas vai melhorar significativamente, facto que vai cimentar a categoria de maior ponto de referência turística que a Ilha ostenta ao nível da província de Nampula.

A Ilha de Moçambique tem a taxa mais alta de ocupação chegando a atingir 75% na época alta e de permanência de 3 dias, isto ao nível da província Nampula.

Até Setembro passado, a Ilha de Moçambique tinha registado a entrada de aproximadamente 10 mil turistas, destes 4.424 nacionais e 4.788 estrangeiros, que desfrutaram do aprazível turismo que aquela cidade oferece.

“Acreditamos que o número de visitas turísticas vai superar as nossas expectativas, isso porque esperamos receber mais dois cruzeiros. Isso mostra que a nossa cidade é atractiva ao turismo’, disse o administrador.

A fonte aponta várias razões que levam com que a cidade da Ilha de Moçambique seja concorrida pelos turistas, pois, para além de possuir lindas praias, tem a fortaleza, considerada maior da África Austral, vários monumentos, incluindo o Museu, e ostenta o privilégio de ser a primeira capital moçambicana.

De acordo com o Administrador, um dos desafios é procurar investidores para aumentar os estabelecimentos turísticos e a rede hoteleira naquela região, pois o número de instâncias hoteleiras e de restauração existente actualmente é ínfimo para atender a demanda de turistas que anualmente visitam a Ilha de Moçambique.

Até ao momento, aquela urbe possui 45 estabelecimentos turísticos com 253 camas, 150 quartos, uma agência de viagens e, segundo a fonte, isso ainda é insignificante.

Para melhorar a rede, decorre a reabilitação do hotel Muhipite e perspectiva-se a abertura do Butik hotel com capacidade para vinte camas.

“Estamos a receber propostas de empresários que manifestaram seu interesse de erguer hotéis em Lumbo e, a acontecer de facto, vamos melhorar as nossas capacidades de hospedagem”, disse o administrador.

A província de Nampula registou um aumento significativo na implantação de infra-estruturas turísticas nos últimos cinco anos (2010-1015), ao registar a abertura de 115 estabelecimentos turísticos.

Neste momento, a rede hoteleira na província de Nampula é constituída por 590 estabelecimentos, dos quais, 229 de alojamento, 350 de restauração e 11 agências de viagem, e o sector emprega cerca de 6 mil pessoas.

Fonte: AIM

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