image

Steve Bannon tem 62 anos | REUTERS/CARLO ALLEGRI

Descrito na CNN como um “francoatirador” por Corey Lewandowski – o homem que geriu a campanha de Trump antes de ser afastado para dar lugar a Paul Manafort – e identificado pela Bloomberg como “o operacional político mais perigoso da América”, Steve Bannon é um crítico feroz do aparelho republicano. Mas a partir de janeiro, o novo principal conselheiro de Donald Trump vai ter de conviver na Administração com um homem do sistema, Reince Priebus, o presidente do Partido Republicano que Trump nomeou chefe de gabinete.

Ex-funcionário do banco de investimento Goldman Sachs, a crise financeira de 2008 que fez o pai perder as poupanças foi o ponto de viragem na sua vida. Largou a banca e, mais tarde, à frente do Breitbart News tornou-se perito em “teorias da conspiração”, segundo a Bloomberg. Acusou o presidente Barack Obama de “importar muçulmanos cheios de ódio”, comparou o programa de planeamento familiar americano ao Holocausto e aconselhou as mulheres vítimas de assédio online a se “desligarem” e pararem de “lixar a internet para os homens”.

Trump diz que Supremo Tribunal vai ter juízes contra o aborto e pró-armas
Criado numa família democrata da Virgínia, Bannon é hoje, aos 62 anos, conhecido pelo tom provocador, o que deixa claro o rumo que Trump vai dar ao seu governo.

Para já são as suas ligações ao grupo de extrema-direita alt-right, aos supremacistas brancos e a setores antissemitas que estão a ser contestados. Sobretudo pelo líder da minoria democrata no Senado Harry Reid.

Bannon nega ser antissemita. Mas a sua ex-mulher e mãe das suas filhas gémeas, Mary Louise Piccard, garantiu que ele proferiu acusações contra os judeus. Em 1996, Piccard chegou a processar Bannon por violência doméstica e coação de testemunha. Mas acabou por retirar as queixas.

Fonte: dn.pt

Anúncios