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A Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública, poderá agravar a tarifa da energia eléctrica, numa medida que tem vista, segundo do respectivo Presidente do Conselho de Administração (PCA),Mateus Magala, assegurar a mobilização de recursos financeiros para consumar a universalização do acesso até 2030.

“O aumento da tarifa da energia deve ser visto como um meio de mobilização de recursos para assegurar o acesso universal a energia em 2030”, disse Magala, anotando que esse desiderato passa pela capacidade de investimento e os moçambicanos devem olhar à medida não como uma penalização, mas uma oportunidade de desenvolvimento.

Magala respondia aos rumores, mas quase que certos, dando conta de um agravamento das tarifa da corrente eléctrica, momentos após testemunhar hoje, em Maputo, a assinatura do acordo para a construção da primeira central de energia renovável (solar), a ser implantada na província central da Zambézia.

A fonte, que se escusou de revelar as margens dos agravamentos a serem feitos, disse porém que a energia vendida no país é a mais barata da região, custando 5.3 cêntimos do dólar americanos enquanto nos outros países ela custa 12.5 cêntimos do dólar, o que permite fazer maiores investimentos e, por conseguinte, maiores níveis de acesso.

A consumação da decisão constituirá o segundo agravamento só no ano em curso, mas Magala entende que o problema não está no número de vezes em que a tarifa é mexida, mas ter uma tabela que permite ao país convergir, a partir de 2019, com os outros países do bloco regional.

Todavia, assegurou que o esforço do governo é no sentido de garantir que os aumentos sejam sustentáveis e não criem dificuldades entre as camadas vulneráveis, porquanto não vão sofrer nenhum aumento, pelo contrário o executivo continuará a subsidiar àqueles que não podem pagar.

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