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Afonso Dhlakama, líder da Renamo.

O líder da Renamo afirmou hoje à Lusa que espera o regresso das negociações com o partido governamental, apelando a todos ao diálogo, apesar do homicídio do seu representante nessas conversações.

“Estamos à espera de podermos continuar com as negociações a partir de segunda-feira, em Maputo”, disse à Lusa Afonso Dhlakama, lembrando que todas as partes devem aceitar que “a paz é sagrada para o povo de Moçambique”.

Jeremias Pondenca era membro da Renamo desde a clandestinidade, e foi eleito deputado nas primeiras eleições multipartidárias em 1994, tendo depois exercido as funções de delegado político da cidade de Maputo, além de conselheiro de Estado e negociador de paz na comissão mista do diálogo entre o Governo e a Renamo.

O dirigente da Renamo foi assassinado no sábado em Maputo, mas o seu corpo só foi identificado no domingo na morgue do Hospital Central, com a ajuda dos familiares.

Agora, única maneira de agir “é continuar a lutar até chegarmos ao objetivo de devolvermos a paz e a democracia em Moçambique”, com as instituições judiciais a funcionarem de modo a fazer “vingar a nossa democracia”, disse Dhlakama.

Em declarações à Lusa, Afonso Dhlakama rejeitou ainda as suspeitas de que esteja com problemas de saúde.

Sem esclarecer onde vive, o líder da Renamo disse que continua em contacto permanente com o partido.

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