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O grupo italiano ENI começou a contactar instituições bancárias a fim de obter os milhares de milhões de dólares necessários para explorar os depósitos de gás natural que descobriu na bacia do Rovuma, em Moçambique, escreveu a agência financeira Reuters.

A agência escreveu ainda ter o grupo confirmado a realização na semana passada em Londres de um encontro com banqueiros a fim de montar o financiamento para a exploração do campo Coral, que contém parte dos depósitos de grande dimensão de gás natural e que foram descobertos há cerca de seis anos no bloco Área 4 daquela bacia.

Os bancos contactados deverão dar uma resposta nas próximas semanas com as condições para os empréstimos solicitados pelo grupo italiano, iniciativa que representa um dos passos finais antes de a administração poder tomar uma decisão final de investimento.

“O problema mais complicado é o risco associado ao país, Moçambique”, disse uma das fontes contactadas pela agência.

Uma missão do Fundo Monetário Internacional iniciou na passada quinta-feira reuniões com membros do governo de Moçambique a fim de, entre outros assuntos, esclarecer as dívidas contraídas e 2013 e 2014 e apenas este ano divulgadas.

A revelação de dívida contraída por empresas públicas com o aval do Estado conduziu à suspensão da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional a Moçambique, decisão que foi acompanhada pelos restantes membros do Grupo dos 14, países e organizações multilaterais que prestam ajuda ao país.

O grupo ENI tem como parceiros neste bloco o grupo chinês China National Petroleum Corporation, com uma participação indirecta de 20%, os grupos português Galp Energia e sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Fonte: Macauhub

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