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Photo: Lee Celano/REUTERS

A multinacional norte-americana ExxonMobil indicou que pretende iniciar em breve a pesquisa de gás e petróleo em Moçambique, considerando que o futuro do país é risonho.

“Depois da concessão de blocos de pesquisa, nós estamos muito ansiosos em realizar o trabalho. É claro que em Moçambique há muitos desafios”, disse, à imprensa moçambicana em Washington, o presidente da ExxonMobil, Rex Tillerson, no final de um encontro com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

Tillerson observou que Moçambique conhecerá nos próximos anos uma intensa atividade na prospeção, pesquisa e exploração de hidrocarbonetos.

“Há muita coisa que vai ser feita em Moçambique. Acreditamos que o país tem um futuro risonho. Virão dias para sorrir”, declarou o presidente da ExxonMobil.

A ExxonMobil vai pesquisar, em consórcio, gás e petróleo na Área A5-B da região de Angoche, norte de Moçambique, depois de ter sido selecionada no quinto concurso para a pesquisa de hidrocarbonetos lançado pelo Governo moçambicano.

Dois consórcios liderados pelas multinacionais Anadarko, dos EUA, e ENI, de Itália, estão já em processo de conclusão de financiamento para o início da implementação dos projetos de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, após vários anos de pesquisa, que resultaram na descoberta de cerca de 200 biliões de pés cúbicos de gás.

No entanto, tanto a Anadarko como a ENI (cujo bloco é também participado pela Galp) não tomaram ainda as suas decisões finais de investimento.

Além das reservas de gás do Rovuma, Moçambique tem também depósitos já em exploração pela sul-africana Sasol, nos campos de Pande e Temane, na província de Inhambane, sul de Moçambique.

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