Maputo_torres_2016

Cidade de Maputo/Foto EGMatos

Uma missão do Fundo Monetário Internacional chega quarta-feira a Maputo a fim de avaliar quais as medidas que Moçambique deverá adoptar a fim de recuperar a confiança tanto dos investidores como dos doadores, informou o director do Departamento de Comunicação da instituição.

Gerry Rice informou em comunicado ter-se a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, reunido com Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, tendo saudado os passos iniciais adoptados pelas autoridades moçambicanas sobre as reformas e as políticas acordadas.

Lagarde salientou a necessidade de novas medidas destinadas a estabilizar a economia e de esforços mais decisivos para melhorar a transparência, através de uma auditoria internacional e independente das empresas que foram financiadas no âmbito dos empréstimos divulgados em Abril de 2016.

A directora-geral acolheu ainda positivamente a disposição do governo de Moçambique de trabalhar com o FMI na definição dos termos de referência para este processo — a ser lançado pela Procuradoria Geral da República — e de levá-lo à prática.

A cooperação entre as autoridades moçambicanas e o FMI e o Banco Mundial deteriorou-se em Abril, na sequência da descoberta de dívidas superiores a mil milhões de euros que o anterior governo contraiu entre 2013 e 2014 à revelia da Assembleia da República e das instituições financeiras internacionais.

Na sequência da revelação dos empréstimos, o FMI suspendeu o desembolso de um empréstimo de mais de 150 milhões de dólares a favor de Moçambique e exigiu a realização de uma auditoria internacional para o reatamento da cooperação financeira.

Moçambique enfrenta ainda uma crise económica complexa traduzida pela descida do valor das matérias-primas que o país exporta, forte desvalorização do metical, subida da inflação, desastres naturais e conflito militar no centro do país.

Fonte: Macauhub/MZ

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