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O Presidente da República, Filipe Nyusi, inicia, quarta-feira, uma visita de trabalho de quatro dias aos Estados Unidos da América (EUA) para encontros ao mais alto nível com as autoridades políticas norte-americanas e dirigentes das instituições de Bretton Woods sediadas nesta potencia considerada a maior economia mundial.

Numa agenda que gravita em torno da promoção da diplomacia económica, bandeira do novo ciclo de governação iniciada em 2015 no país, o Chefe do Estado moçambicano vai dedicar grande parte do tempo da sua visita para estabelecer encontros com personalidades influentes de topo da política, diplomacia e do mundo de negócios e finanças.

Dos contactos, destaca-se os encontros que Filipe Nyusi vai manter com as cúpulas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), instituições presididas pelo sul-coreano Jim Yong Kim e pela francesa Christine Lagarde, respectivamente.

Esta postura de estabelecer contactos directos ao mais alto nível com as instituições de Bretton Woods e outros parceiros de cooperação já é vista como uma vitória da diplomacia moçambicana e como uma clara e inequívoca determinação do Presidente da República de que o Governo moçambicano está comprometido em esclarecer de forma transparente os contornos da dívida pública não revelada de mais de 1,4 mil milhões de dólares e, por essa via, restaurar o mais rapidamente possível a confiança dos parceiros e a credibilidade no mercado financeiro internacional.

A dívida contraída entre 2013 e 2014 com garantias do Estado levou o FMI a suspender o financiamento a Moçambique, medida seguida pelos 14 parceiros da ajuda programática ao país que apoiam directamente o Orçamento do Estado.

Desde logo, o Governo moçambicano activou e embarcou numa frente diplomática sem precedentes que levou o próprio Presidente da República a visitar o Reino da Bélgica e as Instituições da União Europeia e o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, a deslocar-se a Washington em Abril deste ano.

Acredita-se que a questão da dívida e o nível de implementação do pacote de medidas correctivas contidas nas propostas da missão técnica do FMI que visitou o país em Junho último também possam ser revisitadas pelas partes.

Internamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou a abertura de uma investigação da dívida contraída pela MAM, EMATUM e PROINDICUS, empresas que já foram submetidas a uma audição parlamentar na Assembleia da República.

Quanto as relações de cooperação entre Moçambique e os Estados Unidos da América são descritas como sendo boas e, segundo uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a visita do Chefe do Estado visa fundamentalmente assegurar a sua continuação aos níveis desejados pelas partes e o incremento do investimento norte-americano no país.

Durante a visita, além dos encontros com as lideranças do FMI e Banco Mundial, o Presidente Nyusi vai participar em fóruns de negócios com empresários em Washington e Houston (no Estado de Texas), esta última cidade reconhecida mundialmente pela sua indústria energética, especialmente de petróleo e gás natural.

Uma missão empresarial liderada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) acompanha o estadista moçambicano que aposta na parceria com o sector privado para levar a bom porto o desafio do desenvolvimento económico e social do país.

Trata-se de 67 empresários ligados aos sectores dos recursos minerais, energia, agronegócio, infra-estruturas, turismo, investimentos, mercados financeiros, serviços, entre outros.

Acompanham o Presidente da República os Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, da Indústria e Comércio, Max Tonela, da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário nos Estados Unidos, Carlos dos Santos, o Alto-Comissário de Moçambique na África do Sul, Paulino Macarringue, e outros quadros da Presidência e do Estado.

Fonte: AIM

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